Na boca do Povo

REALIDADE AO ALCANCE DE TODOS 

 

Com essa belíssima foto do Robson Bonfim, o comício realizado em Campinas no dia 18, com a presença da Dilma e do Lula, mostra a real situação do pleito eleitoral. De um lado o projeto da continuidade, que não é só de um partido, das ações e articulações do atual governo, mas de um desejo das massas, de um desejo libertário das concepções midiáticas, onde prevalece a vontade popular de apostar num Brasil que está a crescer 7% nas suas economias e que isso não é somente um sonho e nem projeções virtuais de propaganda política. Por outro lado à campanha da oposição, sem o apelo dessa massa, mas somente com as projeções dos programas eleitorais gratuitos e da imprensa que o apóia. O que se vê é: os canais de pesquisa e a mídia que trabalham para esconder essa massa, já começam a pipocar com os seus números. Embora esses quantitativos sejam generosos para a Dilma, ainda provoca dúvidas nas suas execuções, pois de acordo com os comícios realizados entre as campanhas da coligação “para o Brasil seguir mudando”, do pró Dilma e a campanha do Serra, “o Brasil pode mais” observa-se que a primeira consegue atrair mais de 80% de pessoas, se comparando com as realizadas pelo DEM-PSDB.  Para ilustrar isso basta ver o comício realizado em Sergipe, onde o Serra compatibilizou apenas 1000 pessoas e ainda teve o dissabor de não ver os seus aliados no palanque, sendo que o comício da Dilma em Campinas, registrou mais de 20.000 simpatizantes. O estrago da campanha do PSDB é tão grande quando observamos o seu desempenho no 2º colégio eleitoral, que é MG. Lá o Aécio Neves, que lidera a corrida para o Senado e que já demonstra desgaste com os tucanos paulistas, faz uma campanha destoada a do Serra. Hoje, temos apenas uma certeza. Quem está denunciando o papel parcial da imprensa pro Serra, quem está desmascarando esses números dos canais de pesquisas tendenciosas não é somente o Lula e a campanha da Dilma, mas sim essa grande massa de brasileiros, que sempre foram tratados como cidadãos de 2º pela direita conservadora.

 

SEGUNDO O BLOG CONVERSA AFIADA, COPILANDO A MATÉRIA DO ESTADÃO, FHC VAI A FORRA CONTRA O SERRA E ELOGIA LULA 

Depois de dedicar uma página inteira ao Roubinei, o Estadão deste domingo dedica uma página inteira ao Farol de Alexandria, aquele que iluminou a Antiguidade e foi destruído por um terremoto (ou foi por uma onda vermelha ?). Como se sabe, NENHUM candidato tucano cita o Fernando Henrique no horário eleitoral. É como se ele fosse uma praga. Com uma gloriosa exceção. É um candidato a senador por São Paulo, de nome … , ele se chama …, hummmm …, parece que é … Aloísio (*). Ele começa os comerciais na tevê assim: você não me conhece … (Nem conhecerá.) Esse que você não conhece está atrás de um candidato que não faz campanha, preso num hospital, o Romeu Tuma. E os dois, segundo o Datafalha – em que não se recomenda confiar -, atrás do Netinho e da Marta. A copiosa entrevista do Farol jaz na pág. A12 de sugestivo título: “Acabar com a desigualdade não é tudo”. Claro que não. Bom mesmo é preservar a desigualdade e governar, como diria o Faoro, para 20 milhões de pessoas. A certa altura, o Farol diz:  “O governo do presidente Lula atuou bem diante da crise financeira mundial (2008/2009). Isso não é fruto do passado, é fruto do presente. Nas outras áreas, ele deu continuidade (ou seja, ele fez o que eu mandei fazer – PHA), mas na crise podíamos ter naufragado e ele não deixou naufragar.” Se tem um assunto de que o Farol entende é “naufrágio”. Além da P-36, o Farol naufragou em três crises internacionais. E quebrou o Brasil três vezes. E governou como se o Brasil fosse um Estado Livre Associado ao FMI (ou seja, aos bancos). Ele entende muito disso: de “fazer água”. Outra circunstância notável desta inútil entrevista – quando o Estadão não tem o que fazer, entrevista o Farol – é o fato de ele não citar o Serra uma única vez. Trata o Serra de “oposição”. É a vingança !
 

PARA VER MAIS O CONVERSA AFIADA VA EM :  

http://www.conversaafiada.com.br/ 

ESQUEMA DO DOPS DAS ANTIGAS 

Sede do PT no interior de SP sofre atentado com mais de 20 tiros  

Nesta sexta-feira (17), a sede do Diretório Municipal do Partidos dos Trabalhadores em Mairinque, interior de São Paulo, foi alvejada com mais de vinte tiros, além de ter sua fachada totalmente pichada com tinta preta.   

   

NÃO FAZ ONDINHA NÃO…  

Um tucano candidato cao caô chegou no inferno reclamando com o diabo que tinha feito muita coisa boa e não era justo ter sido enviado pra lá. O diabo disse pra ele que o julgamento era divino e que ele, o rabudo, nada podia fazer a não ser… A não ser deixar o tucano escolher uma das portas para entrar e viver na eternidade. Malandro como sempre, foi de porta em porta colocando o ouvido encostado nelas para ouvir o que se passava do outro lado. Em quase todas gritaria; xingamentos e lamentações com choro e ranger de dentes. O tucano já estava desesperado quando se deparou com uma porta e a inscrição: PIG. Como fez nas outras, encostou o ouvido nela e ouviu:  – Ah! faz ondinha não!… Faz ondinha não!… Apenas isso. E decidiu!  – Diabo. Eu vou ficar com essa. Quero viver nessa. E o diabo disse: “é só abrir e entrar meu filho. A casa é sua!” O tucano abriu a porta e não enxergou nada de tão escuro que era. No primeiro passo que deu, atolou-se num poço de merda até o lábio inferior. Todo o excremento da humanidade estava ali. Não teve jeito e gritou: – Gente, por favor. Não faz ondinha não!  

APENAS ALGUMAS PALAVRAS DE DESABAFO  

Por Marcos Pardim  

Sou paulista. Isso me leva a testemunhar que aqui em meu estado, educação, cultura e cidadania estão em frangalhos. É de termos pena de nós mesmos. Calamidade e indecência são dois possíveis adjetivos, receio que ainda brandos, para descrever a real situação de meu querido estado, onde nasci e vivo. Um desabafo: é quase insuportável conviver com a realidade educacional, cultural e cidadã imposta a nós pelos sucessivos governos que a quase 30 anos (alguns preferem dizer 16, numa espécie de amnésia seletiva que ignora a quem pertenciam aqueles que nos governaram já nos primórdios dos anos 1980). Você que, por acaso, possa estar me lendo agora, e que é de outro estado, talvez nem consiga imaginar o grau de descalabro a que foi relegado em São Paulo (estado) esse tripé fundamental para a possibilidade civilizatória nossa de cada dia, amém. Nem nós, paulistas, intuo termos condições efeti vas de avaliação do tamanho do estrago. A mídia daqui não repercute, não ecoa. Os motivos disso, que cada um chegue às suas próprias conclusões. Mas o fato é que, sob minha ótica de cidadão (e não de partidário político, coisa que, a bem da verdade, não sou, muito embora, por vezes, imagino devesse ser) já passou da hora de meu estado natal repensar o seu papel no desenho geopolítico federativo. Chega de “comermos mortadela e arrotarmos peru”, de nos considerarmos melhores que os outros, de que somos a “elite pensante” da nação e que daqui saem as melhores cabeças. Passou da hora de assumirmos nossas mazelas sociais e deixarmos de escondê-las. A tão decantada “qualidade de vida paulista” é, sob vários aspectos, um engodo e uma ilusão. São Paulo padece seriamente de um complexo de superioridade, descaradamente refletido no comportamento da mídia, que muito nos impede de aceitar que educacionalmente e culturalmente (a menos que consideremos shows e eventos artísticos o supra-sumo da cultura) estamos a anos-luz do que possa ser minimamente entendido como aceitável. Decerto, há quem ganhe com esse estado de coisas. Há quem se orgulhe disso. Eu, não. Paulistanamente, me envergonho.
– Mostrar texto das mensagens anteriores.  

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