O Analfabeto Político do PIG

O QUE É PIG?

Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG) é uma expressão usada para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas tidos como adeptos da direita política, que se utilizariam da chamada grande mídia como meio de propagar suas ideias e tentar desestabilizar governos de orientação política de esquerda. A expressão surgiu entre internautas brasileiros em 2007, mas foi popularizada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu blog Conversa Afiada. Amorim, quando utiliza o termo, escreve com um i minúsculo, em alusão ao portal iG, do qual foi demitido em 18 de março de 2008, no que descreve como um processo de “limpeza ideológica”. De acordo com ele, até políticos teriam passado a fazer parte do PIG.

Veja neste link abaixo o “Conversa Afiada”

http://www.conversaafiada.com.br

RESPOSTA AO ESTADÃO: YES, NÓS TEMOS INTERNET!

Com a declaração do Estadão apoiando a candidatura do Serra, oficializando o que todos já sabiam, observa-se uma luz no final túnel. O que vem iluminando esse túnel é a Internet. E daí que o Estadão apóia o Serra? Afinal, são somente 215 mil exemplares os quais, 14% do jornal acabam encalhados e mesmo assim, nem todos que lêem esse jornal, concordam com os seus editoriais. Pegando os dezesseis jornais de grande porte no país, pouco mais de 2,5 milhões de exemplares são impresso aos domingos, dia de maior tiragem. Por outro lado, o acesso a Internet chega a 67,5 milhões de internautas, ou seja; o Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet. Junto a esses números vem também uma forte produção de conteúdos, que não passa somente pelos grandes veículos das mídias tradicionais ou por grupos privados, mas por grupos independentes, ONGs, sindicatos, movimentos sociais e por pessoas anônimas, que aproveitando da liberdade virtual, expressam na mesma velocidade, as informações excluídas desses grupos coorporativos. É mais fácil o neguinho da favela, ou o seu Raimundo lá da roça ficar por dentro da política pelas redes sociais da Internet, do que pelas páginas impressas. Neste aspecto, os jornalões são totalmente elitistas. Se antes os paladinos das informações falavam para poucos e se satisfaziam com isso, desprezando as camadas menos favorecidas da sociedade, a Internet faz o oposto, dialoga democraticamente com todos. O acesso à informação dirigida à classe C, considerada hoje como média, está sendo possível com o forte crescimento da economia do governo Lula. Uns dos maiores sonhos de consumo desta é ter um computador em casa, com isso eleva-se a sua capacidade de gerar conhecimentos e ela se prepara contra as armadilhas da elite rançosa, que tem como porta voz essa mesma imprensa que oprimem as suas gerações. Enfim, ter acesso a conteúdos que destina os rumos de uma nação, não é só privilégio dos bens nascidos, o que observamos hoje é uma planificação destas informações chegando a populações que foram alijadas deste processo, mas que tem no voto e na Internet, as armas contra o golpe que essa imprensa tenta a todo custo, atentar contra a democracia.

 O PIG NOSSO DE CADA DIA

A IMPRENSA DE PLANTÃO, OS NOVOS AGENTES DA REPRESSÃO.

por Alceu José Estevam

Relembrando fatos recentes, da década de setenta, quando a ditadura militar promovia os seus órgãos combatentes contra a onda vermelha, muitos foram os casos de prisões, torturas, assassinatos e patrulhamento ideológico sobre a massa que se dividia entre liberdade ou paternalismo diante chauvinismo americano. Os agentes repressores daqueles que usavam boinas a lá Che Guevara, lotados em diversos centros de controles policiais, foram os responsáveis para transmitir o medo e a certeza de que um dia este ou aquele cidadão poderia passar ou desaparecer no interior destes centros. Esses eram aqueles que faziam o trabalho sujo, iam às massas, desciam os cassetetes, prendiam, intimidavam e tolhiam o cidadão de qualquer liberdade de expressão. Vieram fatos novos, a bomba que explodira no colo do sargento do exercito antes dele promover o atentado contra o show do Chico no Maracanãzinho, a greve dos metalúrgicos liderado pelo Lula, as Diretas Já, a morte de Tancredo, a Constituinte do Ulisses, eleições populares, queda do Collor, o Real e o primeiro homem do povo como presidente do Brasil. O papel da impressa nesta história toda foi “ame ou deixe”, isto é: ou ela apoiava o regime anti-democrático, ou ela sofria as conseqüências explosivas nas suas redações . E foram muitos antenados. Aquelas que foram fieis reprodutoras da onda anti-vermelha cresceram enquanto órgãos coorporativos, levando gordas concessões de canais de TV, rádio e a manutenção da sua ordem pública em favor das elites tradicionais. Hoje, em épocas de comunicação digital, não existe mais aquele agente repressor com cara de mau, que batia e matavam em nome da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Hoje, os novos repressores das massas usam as redações de jornais, são âncoras de telejornais e fazem acessórias de comunicações nos partidos da utra direita. Tida como o paladino da liberdade de expressão, boa parte da grande mídia hoje atenta contra essa mesma liberdade, promovendo um patrulhamento ideológico contra a democracia da imparcialidade, instituindo na sociedade, o medo de sermos brasileiros plenos de consciência progressiva.

 NÃO SE MISTURA PAGODE COM BOSSA NOVA

Por Alceu José Estevam

Quando a bossa nova surgiu, lá pelos anos 50, Grande Otelo já cantava há tempos “Querem acabar com a praça 11…”. O movimento pequeno burguês da classe média carioca tirava dos morros o samba preto e pobre de um batuqueiro e travestia com um samba esquema só para poucos que freqüentavam um pequeno boteco no Beco das Garrafas em Copacabana. Os velhos e bons ritmistas dos morros assistiam de longe, o piano substituir o tamborim e o rabecão (baixo acústico) jogar para escanteio o surdão de marcação. Hoje, o bom samba voltou a fazer sucessos nos bares da velha Lapa. Houve, naquela época um fato celebre quando o baterista do Zimbo Trio não pode tocar numa casa badalada na época e alguém indicou o Robertinho Silva para substituí-lo. Esse preto, pobre e talentoso foi barrado pelo evento pela suas condições sociais e étnica. Hoje, o pagode é o gosto das camadas mais baixas da sociedade e a bossa nova continua a ser o ritmo da vanguarda elitista brasileira. Não generalizamos, há ricos que gostam de pagodes e há pobres que arranham no violão um “Chega de Saudade. Assim como a bossa nova tirou do samba o tamborim e o surdo, a imprensa constituída pelas Organizações Globo e SBT, Folha de São Paulo, o Estadão, a Revista Veja e o Época, para não citar as demais, estão tirando da sociedade o direito de pogodear, é proibido tocar tamborim e agogô. Com a exploração dessa falsa mídia, travestida de imparcialidade, mas sendo utra parcial a favor dos partidos da coligação DEM-PSDB, mostra claramente o que está por traz das incansáveis denúncias que estão a fazer contra a candidatura Dilma-PT. Eu, sendo um velho campineiro de guerra, não poderia deixar de observar no Jornal Nacional, do dia 16 de outubro, os olhos dos empresários daqui da terrinha quando esses davam entrevistas para a emissora do Serra. Dizem que os olhos são o espelho da alma e o que observei é que os seus olhos revelavam que aquela matéria fora requentada. Eles (os empresários) campineiros) pareciam que falavam com um texto pronto nas mãos, as meninas nas suas pálpebras desapareciam quando respondiam ao reporte as suas versões para os fatos, justo esses que são homens de negócio condenados pela Justiça por violar a ordem pública comercial e cívil. Imaginamos a Dilma apresentar a imprensa uma pessoa com esse mesmo perfil? Casos conflitantes ocorridos no Governo têm que ser averiguado e sanados nas esferas da Polícia Federal, Ministério Público e se for o caso no TSE. Os senadores e os congressistas têm que exercer os seus poderes de vigilantes da sociedade e mandar apurar essa ou aquela denúncia. Bom, sabemos que o buraco é mais embaixo. O senado e o congresso não atuam assim e nem a impressa está preocupada com a ética e a democracia da informação. Não basta fazer um exercício de um Cirque du Soleil para perceber o golpe da imprensa sobre os partidos de esquerda. Ela atenta contra tudo e todos que ferem os seus interesses. Ela se diz imparcial em nome da liberdade de expressão, mas não aprofunda nos casos em que estão envolvidos os seus atores. A filha do Serra, em conjunto com o Daniel Dantas bisbilhotaram mais 60 milhões CPF, a Yeda Cruz (governadora do RS-PSDB) mandou um sargento do seu palácio investigar os dados bancários do Tarso Gero e do Pain, ambos do PT e mesmo com a sua prisão, a imprensa só o tratou como um caso genérico, assim como manda tratar o Serra sobre esses assuntos. Um dos candidatos da coligação DEM-PSDD, tem ligações com uma facção criminosa em São Paulo, justo essa facção que aterrorizou os estado e deixou os tucanos amordaçados perante a sociedade. Que imprensa é essa que só tem apenas um discurso a favor dos interesses das dondocas paulistanas do Jardins e Higienópolis? Que imprensa é essa que vomita para os religiosos que a Dilma vai matar criancinhas pela orientação do aborto, sendo que o Serra, na época de ministério, foi o único dos candidatos que assinou essa orientação? Qual é o medo da imprensa em relação às políticas públicas de emprego, saúde, habitação, cultura e geração de renda para as camadas mais baixas da sociedade? O medo é a CONFECOM – Conferência Nacional de Comunicação. O próximo presidente terá que sancionar as diretrizes da sociedade civil em relação a esse tema. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) não querem sentar a mesa junto com os novos proponentes desse filão. São ONGs, Pontos de Cultura, Rádios e TV Comunitárias e a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) que farão pressão para repartir as concessões de um filão de 96% de verbas vindo do governo e dos patrocinadores. Quando a ABERT e a ANJ se unem em torno do Serra é para desqualificar os avanços da sociedade civil em áreas dominadas pela elite tradicional. Está cada vez mais difícil para esses setores manipularem as eleições via imprensa e nos churrascos de um candidato caô caô. Ricos e pobres não votam por ideologia, mas sim por continuidades e assim a Dilma sobe nas pesquisas independentemente dos ataques da imprensa. Como num samba gerado na periferia, ela vai dando o tom dessa eleição, deixando claro que pagode não é bossa nova e que só de bossa nova não se faz uma nação. 

ENTREVISTA DO LULA NO IG, DIA 17 DE OUTUBRO FALANDO SOBRE O MEDO DO PIG SOBRE O MARCO REGULATÓRIO DA COMUNICAÇÃO.

Em entrevista ao IG, o presidente Lula afirma que a grande imprensa banaliza a democracia e toca no assunto que leva os barões midiáticos a entrar em pânico: o debate sobre o novo marco regulatório da comunicação no país. O desespero da grande imprensa e seu apoio incondicional a Serra passa muito por aí. Lula já mudou um pouco as regras do jogo. O governo teve interesse em fortalecer a imprensa regional e o surgimento de novas mídias, distribuindo de forma mais democrática a sua publicidade, antes concentrada nos jornalões, revistonas e redes de rádio e TV. Não é por outro motivo que a procuradora eleitoral Sandra Cureau quer saber o que Carta Capital recebe de propaganda do governo. Mas o principal avanço de Lula foi a realização ano passado da primeira Conferência Nacional de Comunicação, que pela primeira vez debateu com vários setores da sociedade o futuro do setor no país. Os grandes meios fizeram o que foi possível para inviabilizar a conferência, tentaram deslegitimá-la, mas ela foi adiante e apresentou uma série de conclusões que a sociedade quer ver debatidas. E Lula não só deu o seu aval ao encontro como quer levar adiante a melhoria da comunicação no país. “Queremos a contribuição de todo mundo no debate que nós vamos fazer sobre o marco regulatório de comunicação. Vocês sabem que não pode ficar do jeito que está porque nós estamos com um marco regulatório de 1962, quando não tinha TV digital, quando não tinha TV a cabo, quando não tinha internet, quando não tinha nada”, afirma Lula. O presidente lembra que foi atacado impiedosamente em seus oito anos de mandato, muitas vezes de forma desrespeitosa, o que o atingia e à instituição Presidência da República. “Peguem algumas capas de revista, peguem algumas coisas que, sabe, você aí foge da liberdade de imprensa e anda na banalização da democracia”, critica. Lula adverte que a grande imprensa não aprendeu a lição de que o país é outro e que a informação se dá por outras fontes, especialmente a internet. A velocidade da informação deixa a imprensa tradicional com “gosto de pão velho”, diz Lula, que se mostrou entusiasmado com a capacidade da internet. “A maior vantagem e que eu acho que é importante, é que é uma coisa interativa. O cidadão participa do processo. Ele participa”, destaca. Para nós, que estamos nesse front da internet, as palavras de Lula são gratificantes. Sobretudo por saber que funcionamos como contraponto ao massacre que sofreu durante todo o seu mandato e que está em curso contra Dilma na tentativa desesperada e irrealizável de mudar o curso da história.

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